Movimento em defesa da soberania nacional ganha força da UNEB



O Comitê em Defesa da Soberania Nacional e da Universidade Pública, composto pela ação conjunta da ADUNEB, do SINTEST e do DCE/UNEB, segue firme em Salvador e vem se alastrando pelos campi da UNEB no interior da Bahia. No Campus I, o lançamento oficial ocorreu na quarta-feira (16) (leia aqui).
O Comitê foi idealizado a partir das ameaças da atual conjuntura política do país, com o recrudescimento da extrema-direita, os ataques à democracia e as ameaças à soberania do Brasil e de outros países da América Latina, capitaneadas sobretudo pelo presidente estadunidense Donald Trump e suas intervenções na geopolítica mundial. Em solo brasileiro, entre outras questões, urge a defesa das terras raras, as segundas maiores do planeta, de nossa bacia petrolífera e das demais riquezas naturais, com a potência da biodiversidade amazônica.
Após o lançamento do Comitê em Salvador, docentes, técnicas/os administrativas/os e estudantes têm realizado cotidianamente panfletagens na universidade, visitas a salas de aula e rodas de bate-papo.

Veja abaixo a força dos comitês locais em algumas cidades do interior:
Ipiaú
No mesmo dia do lançamento na capital baiana, 16 de setembro, integrantes da comunidade acadêmica do Campus de Ipiaú realizaram o lançamento do comitê local. A atividade ocorreu no auditório da universidade, em meio aos acontecimentos da Jornada de Pesquisa e Extensão (Jopex). Após a ação, durante toda a semana, foram feitas panfletagens na universidade e em escolas do município.

Barreiras
Atentas e atentos ao momento histórico e às ameaças que sopram do Hemisfério Norte, docentes da UNEB de Barreiras responderam ao chamado do Comitê. Também em 16 de setembro, realizaram ampla panfletagem pelo campus da universidade e uma roda de conversa sobre a atual conjuntura política e a necessidade de resistência.

Jacobina
Na semana de lançamento do Comitê foi realizada reunião na sala das professoras e dos professoras, momento em que foi socializado o manifesto do Coletivo. Atividades de panfletagem são feitas desde a sexta-feira (25) e as faixas estão sendo fixadas nos dois campus, nesta quinta-feira (01). No próximo sábado (03), representações do comitê local somarão forças ao ato público que acontecerá na cidade contra a extrema-direita e a favor da democracia.

Eunápolis
A partir de um intenso trabalho de articulação política com as representações dos movimentos sociais da região, o lançamento do comitê local aconteceu na terça-feira (22). Além das potentes falas de integrantes da comunidade acadêmica do Campus XVIII, participaram da mobilização militantes de diversas entidades: Coletivos Buranhém, Nupomar, Assentamento Baixa Verde MST, IFBA, Nação Hip-hop Brasil, Iniciativa Popular Amanhecer, Ponto de Cultura, Biblioteca Viola de Bolso, União da Juventude Socialista, Levante Popular da Juventude e Núcleo Territorial de Educação 27.

Lapa
A ação do Comitê no Campus XVII, em 22 de setembro, foi realizada junto à comunidade acadêmica, contando com a participação de docentes, estudantes e técnicas/os administrativas/os. Durante um debate sobre a defesa da universidade pública e da soberania nacional, com reflexões de representantes dos três segmentos, professoras/es reforçaram os perigos da precarização da universidade e da inserção do mercado estrangeiro na exploração das riquezas do país. Também foi construído um "Painel da Universidade Pública", em que as/os participantes anotaram, em post-its coloridos, a importância do ensino público superior gratuito no Brasil.

Teixeira de Freitas
Na maior cidade do Extremo Sul da Bahia, as mobilizações do Comitê, na quinta-feira (24), iniciaram-se no Campus X e depois se estenderam até o centro da cidade em um ato público. Durante todo o período de aulas, docentes passaram nas salas e fizeram panfletagem pela universidade. Depois, o grupo foi para a sinaleira do Faé. Além da comunidade acadêmica da UNEB, marcaram presença professoras/es e estudantes da UFSB, docentes da educação básica e representações de sindicatos, do MST e de outros movimentos sociais. Após a atividade, para ampliar o alcance das mobilizações, foi criado um coletivo de docentes de Teixeira e do extremo sul baiano.

Guanambi
O Campus XII de Guanambi também se fez presente na luta. Na quinta-feira (24/09), as representações locais (ADUNEB, SINTES e DAs) organizaram uma mesa virtual sobre a conjuntura da América Latina, na qual foram abordados aspectos relacionados à geopolítica, às universidades públicas, à soberania nacional e aos desafios para o Brasil. A mobilização foi fortalecida com a realização de panfletagens na universidade e passagens em salas de aula para dialogar com estudantes e docentes.



