ADUNEB presente na 13ª Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária no Campus X

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Com o tema "Basta de violência contra os povos e a natureza: 30 anos do massacre de Eldorado dos Carajás", aconteceu nos dias 11 a 13 de maio, no Campus X da UNEB, em Teixeira de Freitas, a 13ª Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária. O evento, que é realizado em articulação com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ocorre em todo o país e envolve dezenas de universidades federais e estaduais. Sua extensa programação conta com debates, feiras agroecológicas e atividades culturais, fixando como eixos centrais a luta por terra, justiça social, agroecologia, vida e resistência.

 Em Teixeira de Freitas, a cada ano a Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária segue se fortalecendo como espaço de troca de experiências e construção coletiva, com a atuação de movimentos sociais e instituições diversas e a 13ª JURA contou com o apoio institucional da ADUNEB. Karina Sales, Coordenadora Geral da ADUNEB, participou da mesa de abertura na terça-feira ao lado de diversas representações de movimentos sociais, de instituições de ensino superior, do movimento estudantil e de servidoras/es técnico-administrativas/os. A coordenadora comentou sobre a relevância da mística do MST na abertura da jornada que propôs refletir sobre o Massacre de Eldorado de Carajás, reforçando que matar os corpos daqueles e daquelas que tombaram não matou a luta, mas transformou a dor em semente, pois os mártires de Carajás seguem presentes em cada enfrentamento. A programação contou também com uma instalação artística intitulada Raízes da Resistência, articulando o ontem da chacina, o hoje-sempre da resistência e o porvir, com as forças da coletividade.

Nesse contexto, Karina destacou a presença da seção sindical e seu apoio histórico aos movimentos sociais e populares, refletindo sobre a importância de repensar o massacre ocorrido em 1996 para além do próprio território e de perceber como a conjuntura mundial, por exemplo, o que ocorre nos Estados Unidos, na Palestina e na América Latina que sangra, afeta a todas/os: “É preciso estar atento e forte todos os dias, porque seguimos morrendo. Precisamos mostrar ao braço armado do Estado que somos fortes e resistentes!”, destacou a Coordenadora Geral da seção sindical ao encerrar sua fala no evento.

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