Governo da Bahia segue há 260 dias sem reabrir diálogo com movimento docente

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Há 260 dias, o governo da Bahia mantém paralisadas as negociações com o movimento docente das universidades estaduais, impedindo o avanço de pautas centrais da categoria. O último encontro ocorreu em 29 de julho de 2025 e, apesar de sinalizações do próprio governador em dezembro de 2025, não houve até o momento nenhuma retomada efetiva do diálogo.

A negligência ou descaso fica evidente diante da ausência de encaminhamento quanto à solicitação contínua e constante do movimento docente pela retomada das tratativas. Em dezembro do ano passado, o Fórum das ADs entregou, diretamente ao governador Jerônimo Rodrigues, ofícios cobrando a reabertura da mesa de negociação. As requisições foram realizadas durante eventos públicos em Ilhéus, na celebração dos 34 anos da estadualização da UESC, e em Feira de Santana, durante a inauguração do Teatro da UEFS.

Nas ocasiões, o Fórum reiterou também a necessidade de definição de um calendário permanente de reuniões, compromisso assumido, porém não cumprido, pelo próprio governador em audiência pública realizada em janeiro de 2025.

Apesar de então sinalizar pelo encaminhamento da demanda, o governo da Bahia segue sem definir uma data para receber o movimento. A falta de diálogo mantém paralisada a discussão e avanço de uma série de demandas acumuladas. Muitas dessas demandas estão relacionadas a direitos que estão sendo atacados há anos, como a concessão e o pagamento de adicionais de insalubridade.

Para o Fórum das ADs, a postura do governo em não avançar com o diálogo gera um quadro de incerteza institucional e dificulta a construção de soluções para problemas que afetam diretamente o trabalho docente e o funcionamento das universidades públicas estaduais. A retomada imediata das negociações é condição indispensável para que direitos sejam respeitados e para que o governo enfrente, de forma responsável, os desafios das universidades públicas estaduais.

Diante desse contexto, na sua próxima reunião ordinária, no dia 24 de março, na Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Feira de Santana, o FAD definirá estratégias de mobilização e luta para reverter o silêncio e intensificar a pressão por respostas e avanços concretos.

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