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Teixeira de Freitas realiza atividades da Licenciatura e da Pedagogia Índigenas



 As aulas da Licenciatura Intercultural em Educação Escolar Indígena e Pedagogia Intercultural Indígena do  Campus X da UNEB, em Teixeira de Freitas, tiveram início na segunda-feira (11). Ao longo da semana, uma série de atividades reuniu as etnias Tupinambá, Pataxó e Pataxó Hã-Hã-Hãe, que abrangem as comunidades indígenas do Sul e Extremo Sul da Bahia, para discutir questões especificidades da LICEEI. 

Uma roda de conversa, realizada na terça-feira (12), reuniu lideranças indígenas, entre eles o Cacique Aruan, Kãhu Pataxó, o Prof. Halysson Fonseca -  coordenador da ADUNEB do Campus de Teixeira de Freitas, membro do GT Indígena da seção sindical e coordenador do LICEEI na região Sul -  e discentes e docentes da UNEB. As lideranças indígenas destacaram o papel importante da ADUNEB como parceira na luta pelo atendimento às reivindicações dessas comunidades e pela implementação de projetos e políticas que favoreçam o acesso e a permanência estudantil de discentes indígenas na universidade.

Em março de 2022, a seção sindical promoveu uma reunião entre indígenas de diversas etnias e a Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (PRAES) para discutir a permanência estudantil e a possibilidade da criação de um programa de bolsa assistência e permanência que atendesse às especificidades indígenas. O encontro aconteceu durante o Acampamento Terra Livre, no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador.

Entre os desafios específicos para a permanência de discentes das comunidades indígenas na LICEEI, estão as dificuldades de estudantes de arcarem com os custos de locomoção, visto que muitas dessas comunidades se encontram  em zonas de mata e de difícil acesso, e também as dificuldades  de hospedagem e alimentação. Soma-se a isso o fato de os cursos em questão consistirem numa formação específica para profissionais que já atuam na educação escolar indígena. Logo, para dedicarem-se às atividades universitárias, estudantes necessitam contratar docentes substitutos para suprirem suas ausências escolares no tempo dedicado aos estudos. "A situação de indígenas em cursos indígenas, como é o caso das Licenciaturas Interculturais, envolve questoes específicas, como os deslocamentos, e comprova que se trata de um segmento completamente diferenciado, por exemplo, do segmento de indígenas bolsistas nos grandes centros, nas grandes cidades", explica Halysson Fonseca. 

Essa discussão inicial já teve desdobramentos. Uma minuta do programa de bolsa de assistência e permanência estudantil vem sendo construída pelos coordenadores dos cursos da LICEEI da UNEB do Sul e do Norte do Estado, docentes, representantes das comunidades indígenas e a PRAES e está em fase de finalização. Segundo Halysson Fonseca, a expectativa é de que a Reitoria da UNEB chancele a minuta do projeto para que ele possa seguir seu curso legal e ser implementado ainda no segundo semestre deste ano. 

A ADUNEB mais uma vez reitera seu apoio às comunidades indígenas e quilombolas e sua disposição para se somar à luta em favor dos povos originários e da educação pública, inclusiva, acessível e democrática!