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Indicativo de Greve será tema a ser discutido na próxima assembleia de professores



 Reunida em assembleia geral docente, nesta quarta-feira (28), os professores da Uneb voltaram a demonstrar impaciência e revolta com a falta de comprometimento do governo Rui Costa, com as Universidades Estaduais da Bahia (Ueba). Após seis meses do protocolo da pauta de reivindicações 2017, o governador e seus representantes continuam a não apresentar nenhuma resposta (leia aqui a pauta). Diante da crise e do silêncio do Palácio de Ondina, a próxima assembleia docente, que será agendada para a primeira quinzena de julho, discutirá o indicativo de greve da categoria. A construção do movimento paredista por tempo indeterminado é uma recomendação do Fórum das ADs, que esteve reunido em Vitória da Conquista, em 19 de junho. As assembleias docentes da Uefs, Uesc e Uesb também pautarão o indicativo de greve. Leia aqui matéria especial sobre a crise das Ueba.

Na assembleia desta quarta-feira (28), que teve como pauta os direitos trabalhistas dos professores, a diretoria da ADUNEB relembrou a negativa do governo, desde o final de 2015, em implementar promoções, progressões e alterações de regime de trabalho. O último levantamento, de dois meses atrás, mostrava 1.042 docentes com seus direitos trabalhistas travados, sendo 489 apenas na Uneb. Acredita-se que atualmente o número de professores prejudicados seja ainda maior. Após a discussão do tema, a assembleia reforçou à disposição da categoria em lutar pela garantia dos direitos, previstos nos Estatutos dos Servidores Públicos da Bahia e do Magistério Superior. Também foram deliberadas novas estratégias para pressionar o governo a negociar.

Na última terça-feira (27), por meio do ofício 063/2017 (no anexo), o coordenador do Fórum das ADs e diretor da ADUNEB, Milton Pinheiro, solicitou reunião entre as associações docentes e representantes do governo para, novamente, tentar discutir a pauta deste ano da categoria. De acordo com o ofício, a reunião se justifica diante da situação orçamentária positiva do governo, que saiu do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal. 
 
Anexos:
Ofcio reunio Saeb