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Cortejo 2 de Julho – MD ocupará as ruas para denunciar governo Rui Costa e a possibilidade de greve



 Devido ao contínuo desrespeito do governo Rui Costa com a pauta do Movimento Docente (MD) e a proximidade da greve por tempo indeterminado, os professores dos Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) ocuparão as ruas do Cortejo 2 de Julho, em Salvador, para denunciar o governo estadual. A diretoria da ADUNEB convida toda a comunidade acadêmica a participar de mais este ato em defesa da educação pública superior. A concentração será às 8h, em frente ao posto de gasolina da Lapinha.

Com faixas, camisas, cartazes, pirulitos e fanfarra, o Movimento Docente das Ueba mostrará à sociedade a grave crise orçamentária das Ueba e o descaso de Rui Costa e seus representantes. Com a pauta de reivindicações protocolado junto ao governo, desde 19 de dezembro do ano passado (leia mais), até o momento, seis meses depois, nenhum dos itens foi concretamente negociado pelo governo. 
 
Segundo a diretoria da ADUNEB, os problemas enfrentados pelas Ueba oferecem todas as condições objetivas para a deflagração de uma greve. Entre outras questões, a Secretaria da Administração, desde o final de 2015, trava a implantação de todos os processos de promoção, progressão e alteração de regime de trabalho. Apenas na Uneb são 489. Nas quatro Ueba o problema atinge 1.042 docentes.
 
Outra situação crítica é que há dois anos a categoria não recebe o reajuste linear, o que prejudica fortemente o orçamento familiar de milhares de docentes e suas famílias. Segundo cálculos do Fórum das ADs, após o acúmulo da inflação desses últimos dois anos, a reivindicação salarial deste ano é de 30,5%. O cálculo é o resultado da soma das perdas ocasionadas pela inflação de 2015 e 2016, acrescido de uma política de recomposição salarial.
 
A reivindicação de aumento do repasse orçamentário do estado, de 5% para 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI) já é considerada uma bandeira histórica do MD. O orçamento deficitário não supri as demandas em ensino, pesquisa e extensão. Falta a abertura de concursos públicos para professores e técnicos, sobram trabalho, sobrecarga de função e adoecimento do trabalhador. Uma nota técnica da Secretaria da Educação, de 21 de setembro de 2014, que fazia uma estimativa da demanda de professores até 2016, demonstrava que para a regularização do quadro de vagas docente seriam necessárias as contratações, apenas na Uneb, de 515 novos professores (vejo no anexo). 
 
Além disso, ainda existem outros problemas como os constantes decretos de contingenciamento de verba (leia mais); os cortes dos adicionais de insalubridade (leia mais) e das passagens intermunicipais (leia mais), que permitem o trabalho de professores nos campi do interior.
 
Ainda de acordo com a ADUNEB, de maneira responsável, os representantes da categoria docente, que compõem o Fórum das ADs continuam dispostos a negociar. A categoria demonstra profundo descontentamento diante da falta de respostas do governo Rui Costa. A greve por tempo indeterminado é uma possibilidade real, que está cada dia mais próxima.
 
 
Anexos:
Nota Tcnica quadro de vagas Ueba