A violência contra a mulher acontece majoritariamente no espaço
doméstico. A cada quatro segundos uma mulher brasileira é agredida em
seu próprio lar por uma pessoa com quem mantém relação de afeto. Além
disso, as mulheres estão submetidas à violência econômica, que se
reflete nos salários mais baixos, nas duplas e triplas jornadas de
trabalho, no assédio sexual.
“A violência contra as mulheres é uma forma de controle social.
Controlando, violentando e desmoralizando as mulheres, controla-se
metade da classe trabalhadora, controla-se sua capacidade reprodutiva,
mutila-se sua capacidade de mobilização e economiza para o capital, que
torna exclusivo a elas o trabalho doméstico não remunerado”, afirma
Janaína Rodrigues do GT de Mulheres da Conlutas.
Diante desse cenário, a única saída viável é a organização das mulheres
junto à classe trabalhadora para superação do machismo e da
superexploração.
No dia 20 de novembro iniciou a campanha
"16 dias de ativismo na UNEB pelo fim da violência contra a mulher". A campanha
que vai até 10 de dezembro acontece
simultaneamente em 159 países. Acesse o site da campanha aqui.