powered by FreeFind
   
 
 
   
 

Em 03/07/08
Conlutas se reúne e denuncia sindicalismo chapa branca

Agência aTarde
Dispostos a continuar denunciando o caráter "chapa branca" da Central Única dos Trabalhadores (CUT), representantes de sindicatos, movimento estudantil e associações classistas de todo o Brasil se reúnem amanhã em Betim (MG) no I Congresso da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), para discutir formas de mobilização contra as chamadas "reformas neoliberais" que na visão da organização, usurpariam os direitos dos trabalhadores brasileiros.
Da Bahia participam 108 delegados, entre os quais integrantes das associações docentes das universidades estaduais que fazem oposição ao governo do ex-sindicalista Jaques Wagner (PT). O Conlutas defende, por exemplo, o fim do imposto sindical obrigatório, que chegou a ser aprovado pela Câmara dos Deputados em primeira votação no ano passado, mas foi derrubada na segunda em março.
COMPULSÓRIA – A contribuição sindical compulsória renderá este ano cerca de R$ 1,250 bilhão para sindicatos e centrais sindicais. "O fim do imposto sindical compulsório sempre foi uma das principais bandeiras de luta da CUT na época em que o PT fazia oposição aos presidentes da República. Agora, com o PT no poder, a CUT mudou de posição", apontou o professor de história Zacarias Sena Junior, diretor da Associação dos Docentes da Universidade Estadual da Bahia (UNEB), um dos delegados baianos no congresso.
Entre as prioridades do Conlutas está a de vencer a eleição da direção do Sindicato dos Professores Licenciados da Bahia (APLB-Sindicato), o que tem a maior base sindical no Estado com mais de 70 mil associados.
A eleição será realizada em agosto e disputada por três chapas.
A da Conlutas, uma comandada pela CUT e outra pelo Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) controlada pelo PCdoB.
Zacarias vê semelhanças nas "relações perigosas" ocorridas entre os sindicatos e o presidente Getúlio Vargas, na primeira metade do século XX com o momento vivido agora entre as grandes centrais sindicais (CUT e Central Geral dos Trabalhadores, a CGT) e o governo Lula. "O mais curioso é que a CUT surgiu justamente para se contrapor ao peleguismo da herança varguista, com uma ação progressista, de desatrelamento em relação ao Estado, mas está repetindo velhas fórmulas", lembrou.
Foi justamente por causa da ligação umbilical da CUT com o governo Lula e o apoio às reformas neoliberais tocadas pelo petista (sindical/trabalhista, previdenciária, universitária, tributária e judiciária) que, em 2004, sindicatos insatisfeitos decidiram se desfiliar da central e organizar seu próprio movimento.
Na Bahia o caminho foi o mesmo. As associações de docentes denunciaram como "farsa" a mesa de negociação salarial criada pelo governo Wagner e os sindicatos de servidores ligados à Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia (Fetrab).
Os docentes se posicionaram contra os dois acordos salariais dos servidores negociados pelo governo, embora tenha assinado um termo, este ano, concordando com a incorporação no salário da categoria de 7,2% de uma gratificação. "O fato é que os servidores ficaram frustrados com os acordos e nossa ação será a de mobilizar os trabalhadores, pois o diálogo com as direções dos sindicatos ligados à Fetrab é difícil", disse Zacarias.



 


Associação dos Docentes da Universidade do Estado da Bahia. Estrada das Barreiras s/n - Uneb - Cabula - CEP: 41150-350
Salvador - Bahia. Tele/fax: (71) 257-5803/9333. Email: aduneb@atarde.com.br - Internet: www.aduneb.com.br